terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Dia 16 - Las Vegas

Esse dia 16 da viagem rendeu. Foi um dia longo pra gente, ziguezagueando por Las Vegas e passando por coisas que só mesmo turista passa! Senta que lá vem a história.
Decidimos por bem fazer o passeio de helicóptero até o Grand Cannyon, mas precisávamos reservar e fechar. Fomos até o aeroporto no começo da Strip pra procurar saber sobre os passeios de helicóptero. Eu havia pesquisado na internet e recebido indicações aqui no Brasil, mas achei muito caro e resolvemos deixar pra ver em Las Vegas, se descobríamos outras empresas que faziam o passeio ou tentar negociar o valor pessoalmente. No aeroporto da Strip só encontramos a empresa Maverick, super cara. Não encontramos mais nenhuma, rodamos, rodamos e nada. Aproveitamos pra fazer uma parada no símbolo da cidade que todo mundo conhece. Fica ali pertinho do aeroporto, meio escondido, mas tá lá.

Como não encontramos nada de passeio, fomos até o Mirage num quiosque que vende passeios de helicóptero e conseguimos fechar pro dia seguinte, num preço melhor do que havia cotado, ainda assim beeeem caro, mas nos pouparia uma viagem longa de carro, com estadia e um dia a menos em Vegas.
Entramos de novo no Mirage só por conta de um tal Jardim Secreto e Habitat dos Golfinhos que eu havia lido que eram atrações imperdíveis de Las Vegas. Mas chegando perto já vimos que o jardim estava seco, não havia água onde deveria ter e ainda custava 15 doletas por pessoa pra entrar. Preferíamos não arriscar e não pagar pra ver!
Aproveitando pra fazer uma caminhada já que ainda não estava um frio congelante, atravessamos a rua e passeamos pelo Venetian e o Palazzo. Lindos demais. O Venetian tem o canal com as gôndolas e seus gondoleiros cantantes, dizem que é igual ao de Veneza, sem o cheiro ruim e com a água limpa! Tem a Plaza de San Marco, com uma iluminação incrível que parece um entardecer e um céu pintado no teto que dá a impressão que as nuvens se movimentam, conforme você anda debaixo delas. Bem caprichadinho. Esse é um hotel fino, chiquérrimo. O Cassino enorrrmmmeee.
Como os hotéis são bem longe um do outro e já estava frio, pegamos o carro e paramos no New York. Bonitinho por dentro, mas não valeu a visita. Tinha uma montanha-russa maravilhosa, que fiquei babando, mas custava uns USD 16, muita grana pra andar em uma montanha-russa pra quem pagou USD32 pra ir num parque cheio delas!
Resolvemos atravessar a passarela e conhecer o MGM. Na passarela, naquele frio insuportável, tinha um homeless com seu cachorrinho no colo, um esquentando o outro, me cortou o coração e encheu meus olhos de lágrimas, dei um dinheirinho pra ele.
Dentro do MGM, uma jaula de vidro com filhotes de leões e uma loja com uma floresta artificiais e animais robotizados.


De lá, fomos para um dos primeiros cassinos da Strip, o Luxor, que é em formato de pirâmide negra, com uma réplica da esfinge na frente. A noite, da ponta da pirâmide sai um facho de luz desses skylights que iluminam o céu e de longe se vê. Como a gente morria de curiosidade de conhecer, paramos lá pra entrar. Confesso que o tal do estacionamento self-parking é difícil de achar, ficamos rodando por bastante tempo até chegar nele. Entramos na tal pirâmide, subimos as escadas e... nada! Quissassa!!! Nada mesmo! Tem uma exposição do Titanic rolando lá dentro, paga, claro.

Puts, tenho uma boa pra contar... turista cai em cada uma...
A minha gripe já estava bombando, a minha cabeça quase explodindo quando vi um daqueles bares de oxigênio. Tem por todo lado em Las Vegas. A gente já tinha ouvido falar por uns amigos nossos que ficaram em LV, mas acabaram não experimentando. Você fica 15min inalando oxigênio “puro” com 5 aromas diferentes, que você também pode alternar ou misturar. Daí pensei, será que esse troço não me ajuda nessa gripe? E o Marquinhos foi logo perguntar pra menina do quiosque. Claro que ela falou que resolvia, inclusive pra enxaqueca, ressaca e váááários outros problemas! Daí ela perguntou de onde a gente era. “Brasil” respondeu o Marquinhos. E ela responde“Ah ta, pra brasileiro eu faço mais barato!”, em português. Ela era a Mariana da Casa Verde/SP. Estava em Las Vegas pra aperfeiçoar o inglês dela e conseguiu esse emprego por um site de trabalho que ela até falou o nome, mas não lembro agora. Segundo ela, boa oportunidade, se socializa, ganha uma graninha e ganha fluência no inglês que segundo ela, os 10 anos de escola que o pai pagou, não deram. A menina não parava de falar, super simpática. Quando vimos estávamos os 3 com o troço do oxigênio no nariz e um aparelho de massagem nas costas que depois ela tentou nos vender por 100 dólares, mas custa 200 no site! Ah, o oxigênio também, custa 15, mas pra gente ela conseguia fazer por 5 + gorjeta! 15 minutos depois... Passou minha gripe? Nããão. E a enxaqueca, passou? Nããão. Mas faz parte, somos turistas, e essas coisas diferentes tem que pagar pra ver qual é, senão volta se remoendo de curiosidade. Ah, faltou foto disso, mas acho que o Marquinhos conseguiu fazer um videozinho. 
De volta no carro, a saga do controle “move” do Playstation recomeça. Marquinhos achou pelo GPS uma Best Buy a 10 min dali. A Best Buy é um concorrente de eletrônicos da Frys, mas que tem em todo lugar, incluindo máquinas (do tipo dessas de pegar refrigerante e salgadinho) no aeroporto! Fomos até, em horário de rush, muito trânsito, os 10min viraram 30 e o pior, não tinha o controle. Segundo o cara da Best Buy, estava em falta em toda a rede porque a Sony não estava mandando.
Minha enxaqueca estava me matando e pedi pra voltar pro nosso hotel urgente. Enquanto os meninos foram “visitar” o Buffet do hotel, eu tomei umas aspirinas e capotei! Sobre o Buffet, vale o Marquinhos deixar um comentário a respeito, já que não fui. Só posso adiantar que eles voltaram pro quarto passando mal de tanto comer. E quando eles voltaram, 2 horas depois, minha enxaqueca já havia melhorado. E como a noite é uma criança em Las Vegas, nos encapotamos novamente e bora conhecer a Freemont.
Antes, uma paradinha na recepção pra pedir mais uma diária extra. Na hora achamos que o valor era quase o dobro do que paguei pela internet e ficamos bastante irritados, fora que a atendente tava de TPM, sei lá, super mal humorada com a gente. Mas depois, fazendo as contas, vi que saiu o mesmo valor.


No caminho pra Freemont, várias daquelas capelas que a galera bêbada se casa nos filmes. Chegando lá, lugar sinistro. É o subúrbio de Las Vegas, o cassino dos mais pobres, o lugar da putaria rolando solta, dos doidinhos, dos homeless... Mas na Freemont tem o tal calçadão com um teto de LED que é a sensação do lugar. De hora em hora, no inverno é a partir das 18h até a meia-noite, ficam passando uns vídeos com música bem alta, por toda a extensão do calçadão. Nós conseguimos pegar a sessão das 23h com Queen e da meia-noite com Kiss! 
Lembramos muito do nosso amigo Tiago que ama Kiss (a banda). Mas quase congelamos!! Sério. Estava muito frio nessa noite e ventava naquele bendito calçadão que era um horror. 

Comprei uns Dunkin Donuts e um sanduba pra minha janta e fugimos de volta pro hotel!

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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Dia 15 – Las Vegas

Hoje resolvemos tirar o dia pras compras. Fomos até a Frys.
Em matéria de compra de eletrônicos, a Frys tem maior variedade e preços tão bons quanto a Best Buy. E a Frys de Las Vegas é monster! Tomamos café da manhã por lá mesmo e bora gastar! Entramos na Frys as 10h30 (abre as 10h) e saímos de lá às 17h!!! Acreditem. O Marquinhos estava em choque com tanto eletrônico, todos os tipos, tamanhos e modelos. Chegou um momento que ele já não conseguia nem raciocinar direito entre o que precisava, o que queria, e o que era extremamente supérfluo. Porque é tudo muito mais barato que no Brasil, então dá vontade de trazer tudo mesmo. Passamos fileira por fileira, igual compra em supermercado, com carrinho e tudo! Infelizmente o orçamento doméstico nos limita a trazer menos coisas do que queremos, mas mesmo assim, saímos os 3 de lá satisfeitos. Ficou faltando só um controle motion pro Playstation do Marquinhos e a máquina fotográfica da minha irmã.

Descarregamos tudo no hotel, nos arrumamos, caprichamos nos casacos e fomos pra Strip com o ingresso para um dos 7 shows do Cirque Du Soleil que rolam em Las Vegas, o “Love” com trilha dos Beatles. Como a gente já tinha o ingresso na mão, que comprei com mais de um mês de antecedência pela internet, não tínhamos o que nos preocupar com horário. Paramos o carro no hotel-cassino Mirage, onde acontece o espetáculo e fomos conhecer o cassino.
Muuuuuiiiittttooooo maior e mais bonito que o nosso Stratosphere. O cassino é enorme. No saguão do hotel tem uma floresta tropical, tem cheirinho de mato. Lá fora na porta do hotel, a cada hora cheia, acontece as erupções do vulcão Volcano, com trilha do Mickey Hart, baterista do Grateful Dead (grátis). Bem legal, Marquinhos filmou.

Andando um pouquinho mais pra frente na Strip, conseguimos ver também o espetáculo do Treasure Island, é tipo uma peça teatral meio musical, onde há uma guerra entre piratas de dois navios e mulheres com pouquíssima roupa, fazem lutas acrobáticas até um dos barcos afundarem e um dos piratas dar um mergulho na água, mesmo naquele frio abaixo de zero. Não, a água não é aquecida. Soubemos que o espetáculo do dia seguinte foi cancelado por conta do frio.
Quando acabou o show dos piratas, meu pai se empolgou em tirar mais fotos dos navios e eu e o Marquinhos combinamos de esperá-lo na esquina, enquanto víamos preço de um passeio. Quando olhamos de novo, cadê o Marcão? Perdemos o Marcão, sumiu!!! Meu coração parou! Se perder de alguém ali em Vegas, cheio de gente, sem celular, não é brincadeira. Meu coração quase parou. Corremos na rua na direção do Mirage, onde assistiríamos o Cirque Du Soleil e por sorte, encontramos ele mais a frente. Houve algum desentendimento e ele achou que a gente tinha continuado a caminhar.
Enfim, voltamos ao Mirage. O hotel é tão grande que a gente andava, andava e não encontrava o teatro. Ticket on line mais uma vez funcionou, entramos direto. Compramos pipoca e um balde de uma bebida que era uma mistureba de várias.

Nosso lugar na platéia era ótimo, e olha que nem comprei o mais caro. Enquanto você fica esperando as pessoas chegarem e sentarem, o elenco já começa a fazer algumas brincadeiras pra platéia. Teatro era grande e estava lotado em plena segunda-feira. Logo que o espetáculo começa, você já sente que valeu cada centavo gasto. Nenhum de nós 3 é tão fã de Beatles, gostamos muito claro, mas não somos um daqueles “fãs de carteirinha” e ficamos arrepiados do começo ao fim, muitas vezes emocionados. Imagino quem é muito fã. É imperdível. Não temos fotos, nem vídeo, porque é proibido. Então, quem é muito fã, vale a pena guardar uma graninha pra ir até lá conferir. Imperdível.
Eu que tinha um pé atrás (um só não, os dois) com Cirque Du Soleil, gostei bastante e queria ver outros shows. Claro que o Love, diferente dos outros shows, é mais musical e dançante, não tão acrobático e circense, pra quem gosta.
De volta ao hotel, fomos descarregar as fotos e vídeos do dia. Marquinhos, meio dormindo, apagou por engano o vídeo do vulcão, aquele bem legal que falei que ele filmou!!! Hahahahaha
E meu pai não conseguia dormir por conta da bebida, que devia ter whisky com energético!!! Hahaha
Eu caí no sono, com algumas aspirinas contra minha gripe!

Cirque Du Soleil -  com antecedência pela internet, ingressos a partir de USD95, se não me engano. Não arriscaria deixar pra comprar lá.

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Dia 14 – A caminho de Las Vegas

Hoje, após 13 dias de viagem, o tempo está fechado, cinza e garoando em Los Angeles. Agora que meu pai sarou, eu que acordei gripada.
Bora colocar as bagagens no carro pra pegar a estrada. Dessa vez, 5 horas de viagem rumo a “cidade do pecado”, “onde o que acontece em Vegas, fica em Vegas”. Sim sim, LAS VEGAS!
GPS na mão. Mais uma vez, estrada excelente, nada de pedágios. Li em alguns blogs gente que fala pra deixar o carro em LA e pegar um avião pra Vegas, porque a estrada é feia e não tem nada. Feia nada, é muito bacana e até divertido viajar pelo deserto de Mojave. Várias paisagens lindas, aqueles tufinhos de mato seco rolando pela estrada e tempestades de areia pelo caminho, igual vemos em filmes. Os cactos, as montanhas... Nós achamos que valeu sim a pena ir de carro, além de ser muito mais econômico.

Ainda na estrada, a meia hora da Strip, aquela famosa avenida dos cassinos, uma parada num Outlet. Parada também para fotos do primeiro cassino que avistamos, o Buffalo Bills!

Umas comprinhas aqui, outras ali. Almoçamos uma macarronada “sassa” (significa:meia-boca, sem-vergonha, ruim) ou “quissassa” como diz meu pai.
Quissassa e sassa viraram as palavras-chave da nossa viagem!!! “Que hotel quissassa! Que comida sassa!”
De volta à estrada novamente, agora direto pro nosso hotel-cassino. O Stratosphere, que tem a maior torre de observação dos EUA, com 345m, equivalente a 120 andares e lá no topo dela, tem 4 atrações pros mais corajosos que não sentem nenhuma vertigem de altura.
O GPS nos mandou para uma saída da Freeway direto no hotel, com isso acabamos nem passando pela Strip primeiro.
Check-in no hotel, que não incluía café da manhã, nem internet, pra tristeza da blogueira de plantão. Pra ter internet, 12 dólares a cada 24horas. Caro demais, nos recusamos a essa exploração. Mas era só a primeira nessa terra de jogadores. Em Las Vegas, não é nada difícil sair pobre e falido de lá, não só pelos jogos não, mas pela exploração aos turistas. Tudo aqui, se paga, e caro, exceto estacionamentos nos hotéis. Quando for para Las Vegas de carro, procure pelos estacionamentos Self-parking, onde você mesmo estaciona e dá uma caminhada até o hotel. Esse sim é de graça. Se cair no valet, já deixa a carteira com ele, porque vai sair caro.
Deixamos as coisas no quarto e subimos até a torre. Pra gente que era hóspede foi de graça, apresentando a chave do quarto. Pra quem não está hospedado lá, 16 doletas só pra subir. Cada brinquedo custa mais ou menos isso também.
Subindo no mini elevador que leva até o topo (cabe umas 6 pessoas), o ascensorista vai conversando e contando que são 120 andares, que sobe 3 andares por segundo e bla-bla-bla, só pra nos distrair e não percebermos o ouvido tampando e a pressão baixando... pelo menos a minha. Tudo bem, quem me conhece sabe que morro de medo de elevador e esse, NUNCA MAIS.
Estava quase desmaiando, de verdade, quando parou e a porta abriu. Estávamos lá no topo. Toda a Las Vegas e suas luzes a nossa frente. E eu, que também não me dou bem com altura (nem sei o que tava fazendo lá, pura curiosidade mesmo), passei mal de novo! Tive que ficar sentada enquanto Marcão e Marquinhos se deslumbravam com a vista e não paravam mais de fotografar e filmar. Descemos, exploramos todo o hotel, com várias lojas e restaurantes e o cassino.
Ainda empolgados, animados e sem sono, resolvemos dar nossa primeira voltinha, de carro, pela Strip. Muito frio, temperatura perto do zero!
A Strip é exatamente como vemos nos filmes, aquele monte de luz, hotéis-cassinos enormes, tudo over! É muita ostentação pra uma rua só. Enche os olhos.



















Voltamos pro hotel. O Stratosphere fica no final da Strip e de longe se vê ele, não tinha como se perder, nem precisamos do GPS! rs

TODAS AS FOTOS DO DIA NO

Milhas iniciais saindo de LA – 7559mi

* Nossas impressões sobre o hotel de Los Angeles “Hollywood City Inn” – muito antigo, torneira de rosca ainda, a única que vi nos EUA. Baratinha no banheiro, mas limpeza ok. Barulho do encanamento no meio da noite. Internet grátis, muito boa. Atendimento bom. Chuveiro e camas razoáveis. Carpete mega velho. Café da manhã bom, café preto igual ao do Brasil, o melhor tomado nos EUA. Tinha piscina. Estacionamento grátis.

Nota de 0 a 5:
Marquinhos – 3
Marcão – 3
Cris – 3

Previously on Road Trip EUA...

Ficamos devendo os nossos últimos 6 dias de viagem primeiro por falta de internet e depois por falta de disposição e tempo.
Pra ficar registrado nesse blog tudo o que aconteceu, vou começar a postar agora os dias faltantes.
A gente tinha parado os posts no dia 13 da viagem, dia da visita ao Six Flags, o super parque de montanhas russas de Los Angeles.

by Sr.Mateus

Santas anotações! Ainda bem que eu anotava tópicos dia-a-dia na cadernetinha que minha mãe me deu antes de embarcarmos....

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Indo pra casa... já?

Dia???? Kilometragem??? Fotos??? (coming soon in Brazil)


Estamos em Los Angeles em processo de volta.

Infelizmente o fato de ficarmos sem internet e sem roteiro, pois combinamos no Brasil de decidir o final (Las Vegas – Grand Canyon – Los Angeles) quando aqui estivéssemos, atrapalhou muito o termino do Blog.


Não conseguimos escrever que achamos Las Vegas o máximo, que o Marcão quase pirou com tanta beleza interna e externa dos luxuosos cassinos. Em um tinha uma gaiola de vidro com 3 filhotes de leão. Outro com gondolas igual Veneza navegando por um riacho dentro do Hotel e muito mais. É lindo mesmo, nós que temos cabeça no lugar (temos?) ficávamos admirados com tamanha ostentação. Qualquer um se espanta, mesmo aquele que costuma fingir que nada o impressiona. Eles, os cassinos são feitos pra isso também, além das tradicionais máquinas caça níqueis ligadas 24h por dia todos os dias do ano. Prostitutas com decotes grandes e pernas a mostra desfilam pelo ambiente interno, mas são quietas, apenas trocam olhares com todos, inclusive com as mulheres, esperando um contato, caso não exista esse interesse passam desapercebidas, pois as moças que servem bebida em troca de gastar dinheiro nos cassinos também estão sempre com os decotes no máximo (ou mínimo) permitido. É realmente a cidade do pecado, pois se você não tem a cabeça no lugar você perde a razão.


Os passeios de cassino a cassino são muito legais, visitar a ala antiga da cidade (Freemont) é interessante, os Outlets de compra são algo de levar a loucura, mas apenas em matéria de ALGUNS eletrônicos e roupas. Comer aqui definitivamente não é barato.


Andamos muito lá, passamos frio abaixo de zero a noite voamos de helicóptero pelo o Grand Canyon. Foi lindo, mas não sei se houve má fé de onde fechamos o passeio, pois fiquei um pouco irritado no final, porque me disseram uma coisa e não foi exatamente o que aconteceu. Explicaremos melhor pessoalmente essa irritação, pois não estragou a oportunidade de saber como é voar nesse aparelho e ainda mais com um cenário tão lindo abaixo. Foi um bela experiência mesmo custando 300 dólares (pra cada um).


Tem muito mais que isso só to tentando agilizar, pois to com sono, são 0:08 aqui (6:08 ai) e amanha cedo rumamos pra casa com escala em Chicago. Escala geralmente é tranquila, mas gera uma tensão antes, normal acho.


Na volta conseguimos andar de carro pela Route 66. A idéia era dar uma volta de moto por ela, mas a falta de tempo, pois no final começamos a nos perder um pouco, pois a falta de planejamento prévio nos fez perder muito tempo e principalmente dinheiro. Para se ter ideia desci na recepção do Statosphere (nosso Hotel de Las Vegas) e pedi uma noite a mais e isso nos custou quase o dobro da diária. A Cris fechou em SP, por algo em torno de 35 dolares, no balcão custou 53. É não é tão compensador deixar pra ligar no caminho, se der pra planejar antes, economiza preocupação e hoje em dia dinheiro.


A Route não tinhamos mapa e o GPS não encontrava a dita cuja. Sem internet ficamos perdidos. A solução foi entrar em uma loja (Apple Store) e enquanto a Cris esperava ser atendida e demorou horrores. Eu fiquei em um micro, ela em outro e pesquisamos tudo lá. Espetei meu pen drive e peguei tudo o que precisavamos. Pronto, ai nossa vida estradeira voltou pro rumo e quando dirigindo em pleno por do sol, em um céu laranja cinematográfico avistamos no chão um desenho com os dizeres “ROUTE 66” foi um delírio coletivo. Marcão estava sendo afogado por um mar de sacola no banco de tras arrumou força e rapidez pra achar seu colete de motoclube, vesti-lo e falar pra minha câmera: “Ai vikaida (Vikings é o motoclube dele) eu tô na rota meia meia!” Isso foi de arrepiar. Até eu e a Cris deitamos no asfalto e tiramos uma foto com aquele símbolo tão enigmático. Foi muito bacana. Não achamos a placa branca tradicional, mas o símbolo no asfalto é impossível de se copiar. A route agora é patrimonio, isto é, ela não é uma estrada que segue do mesmo jeito ela vira Freeway em muito momentos, ficando reduzida a trechos históricos em alguns kilometros dela, mas quem gosta de motos, de carro, de estrada, tem que por um pé nela. Após isso fomos em uma loja de peças de moto e ali eu e o Marcão ficamos, mais uma vez, desnorteado, pois é considerada uma das maiores lojas de motopeças do mundo, mas ali veio uma decepção, porque tinha muita variedade, muitas coisas nunca vistas no Brasil, porém não é tudo que serve nas nossas motos, por mais que sabíamos disso, faltavam algumas peças que queríamos muito, mas sai de la com artigos pra minha Drag, da Shadow tava muito caro ou faltava uma pra fazer o par, mas foi muito louco.


Chegamos em Los Angeles a noite, com fome, comemos em um lugar chamado “Pollo Loco”, to avisando, os chicanos tão dominando tudo. Nós aqui insistíamos nos inglês porque queríamos, porque o espanhol está em tudo. A diferença aqui é que eles tem geralmente os subempregos. Coincidência né? Semelhante com a galera do Nordeste né? É muito tentador ficar em um país gigante como esse. Se os nortistas estão batalhando pra sobreviver ai, porque os mexicanos não podem tentar aqui? Quem não gosta da língua inglesa pode ir pra Miami, pra California inteira e pra Las Vegas, que vai se virar tranquilamente, o espanhol até nos auxiliou uma ou duas vezes, mas por opção estamos firme e forte se virando no nosso book is on the table. O Marcão já cumprimenta os americanos sempre que dá. Esqueci de mencionar que aqui chegamos sem Hotel, ainda culpa de Las Vegas offline. Ai escolhemos vir pra perto do aeroporto. Perguntamos em 3 hoteis, um outro entramos, mas não tive coragem de descer do carro, pois parecia o Hotel do Psicose e resolvemos ficar em um não muito barato, mas decente, com internet e café da manha, friso, café da manhã, por que em Las Vegas também não tinhamos. A Cris tem muita coisa pra escreve do jeitinho descritivo dela e viu que precisaria de uns 3 dias pra colocar em dia o blog e aconselhei ela a fazer um resumo, mas hoje, último dia foi dia de ajeitar as malas e tinhamos fechado, ticket na mão, pra assistir uma série de TV (sitcom) na Warner. Fica do outro lado da cidade, e quando chegamos lá o episódio de “Better with you” foi cancelado e não recebemos aviso nenhum. Mas foram, simpáticos e tentaram colocar a gente em “Melissa e Joe”, mas acabaram os lugares e deram pra gente um cartão prioritário de acesso aos programas, que se a gente marcar e ligar teremos lugares garantidos, como sem o risco de superlotação. Não quis, pois na hora falei pra ela que sou do Brasil. Ela foi gentil e disse que esse cartão nunca expira. Se fosse um americano entrando em um set de filmagem ele também ficaria de fora? Dou o meu cartão pra quem adivinhar o som que a Cris colocou no rádio a todo volume na Route 66.


Bem, peço perdão pelos meus erros, pois a Cris é a minha corretora oficial e estou muito sonado pra reler o texto. Tem muita, mas muita coisa pra contar ainda. Estamos com saudades, mas eu e a Cris ficaríamos mais. O Marcão ficaria apenas se puder pegar a Dona Isabel, Bia, Tutu, Anailson, Janis, Tita e o Amigo e trazer pra cá ele já tá doidinho pra chegar a contar tim tim por tim tim a visão dele do Tio Sam.


Estamos na estrada sentido Brasil... impressões ótimas dessa terra, que com certeza fará parte dos próximos roteiros e porque não, dos próximos blogs.


In god we trust

Marquinhos



sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

EXTRA! EXTRA!

Já estamos em Los Angeles novamente, com internet.
Cidade do pecado é maravilhosa, mas a internet no nosso hotel era um roubo igual as máquinas de caça níqueis. Preparem os olhos para uma leitura vasta e os ouvidos para as histórias do Marcão. Estou tentando fazer a Cris dormir pra amanha ela se dedicar ao blog.

Estamos vendo os comentários e achando sensacional...
E acabei de saber que o Curintia foi eliminado....hahahahahahahahahahahahahahahhahaha
Essa viagem fica cada dia melhor.

Aguardem novidades, mas já adianto, o que acontece em Las Vegas fica em Las Vegas.

Marquinhos

domingo, 30 de janeiro de 2011

Dia 13 - Six Flags Magic Mountain Los Angeles

A Cris pediu pra eu (Marquinhos) escrever o blog hoje. Ela tá aqui na minha frente com o Marcão escolhendo fotos, pois depois de muita insistência conseguimos convencer ele, que as desfocadas ninguém quer ver. Hoje acordamos tranqüilo, cansados da Disney, dormimos todos muito rápido e o passeio de hoje não exigia madrugar. Café da manhã 1/5 de um café da manha de qualquer hotel do Brasil. Saímos, como sempre, nós 4. O GPS do Guerra já faz parte da minha vida. Aqui, em um lugar onde não sabemos onde fica nada, o GPS te deixa dentro do Hotel, até o posto de gasolina mais próximo. Sim você fica alienado, mas nesses passeios ganha-se um tempo absurdo. Rumamos para um parque, que só de saber em São Paulo, que a Cris queria ir, já me deu piriri. Rumamos para um tal de SIX FLAGS.

Eu queria saber quem foi o FDP que inventou uma parque de diversão que só tem montanha russa. Sério, você sai de uma e já vai em outra. Entra no banheiro e quando você sai, adivinha, montanha russa!!! Bem, aqui tenho que, mais uma vez agradecer a mulher da minha vida. Ela não fica tirando barato da minha cara e sim ela armou um jeito fantástico. Explico. Ela pensou em tudo, show da Disney, só na sexta e sábado, o Universal, qualquer dia da semana e o SIX FLAGS MAGIC MOUNTAIN, só abre no fim de semana, pô perfeito e o que mais me agradou, em mais esse show de pré produção da Cris foi a graduação de “meda”. Minha turma me conhece, sou um baita cagão, logo montanhas russas não me encantam, mas fomos em um parque de graduação média (Universal), 3 montanhas russas, bacanas. Depois fomos na Disney. Lindo, maravilhoso. Temos todos que conhecer o parque do Walt Disney. Emoção? A do show talvez, porque as montanhas russas são de mentirinha. Space Mountain, Indiana Jones e uma que imita o bobsledges da olimpíada de inverno são bem sossegadas, dá pra ir várias vezes com criança. Ouvi dizer que a de Orlando é bem maior, ok. Quando eu for, eu comprovo e aviso, não vai demorar e gostaria de companhia. Falo na primeira pessoa, pois a Cris está sempre comigo e o Marcão é boa companhia, então falo por todos.

Ok, Six Flags. Cara, Hard. Punk! Sensacional. Tenho um medo, que não vou passar pra ninguém, caso eu tenha filhos. É uma mistura de ansiedade e vergonha de alguém ver que eu poderia gorfar. Mas quando você senta no carrinho e sente a pulsação do seu coração tudo se vai. Realmente essa sensação é muito boa! Quando ele começa a andar. CARACA! O parque tem 18 montanhas ao todo. E as mais radicais do mundo.

Eles, dentro do parque tem uma graduação das ridículas, das insanas e das extreme more dangerous gorfo 5000. Essas ultimas são ao todo 8. Vai inaugurar a do Lanterna Verde e relançar a do Superman  a Deja vu ta fechada, sem aviso prévio. A Cris, linda e feliz, que nem criança foi em todas essas (menos na Deja Vu, como disse antes estava fechada) e na moderada “Revolution”. Marcão? Esse cara é forte gente, sério. Foi sozinho muitas vezes. Só pediu pra não ir na X2, pois foi a saidera e a fome era enorme. Sarro? Nunca. Se eu, na idade dele for em 3 sem enfartar, tá bom. Vamos lá, Marcos... Pra Cris não sentar com um americano sem vergonha eu decidi ir em todas com ela. Sim, fomos juntos em todas e resumo agora a sensação de cada uma pela ordem de “idas” nossas. “VIPER” 7 (sete) quedas sendo 5 loopings. Carrinho sentado. Sensacional!!!!! Começamos bem.  Rumamos para a “TATSU”. Pode escrever palavrão aqui? Vou descrever como ela funciona, tentem imaginar. Você fica preso na cadeira, que é suspensa, e eles deixam você de barriga pra baixo, simulando um vôo de dragão. Imagine-se assim agora dando looping e torsões. O looping de muitos metros dela foi uma sensação única. C.......!  P......! Muito boa!!!  THE RIDDLER’S REVENGE” essa ai você simplesmente vai de pé. Sério. Fica preso de pé. Espetacular a sensação. Na fila teve showzinho dos travecos. Eles estavam chapados e dançando na fila. Mexeram com o pessoal e adivinhem quem sentou do lado Marcão no carrinho? A que menos parecia homem, até acho que era menina, mas era louca e usava uma roupa 3 números que o dela. Encontramos um grupo de São Paulo e tiraram uma com a cara do Marcão, eu aproveitei e como um bom genro coloquei mais lenha na fogueira. “BATMAN THE RIDE” Muitas torsões e loopings sentado, mas sem apoio pro pé, bacana e não tão alta, mas confesso, que essa ai já sai meio mareado, mas nem de longe é a mais radical. “GOLIATH”. Pra vocês terem idéia, eles apresentam ela como “monster coast”. Imagine uma subida de 77 metros. Tudo que sobe desce. E fica mais emocionante, quando o final da descida é um túnel. Sensacional, a sensação, na hora do túnel é nítida que você vai bater a cabeça. Muito doida essa. “SCREAM” traduza para o português e pronto. Também, você fica sem apoio nos pés, porém o forte dela é a velocidade, cara, muito louca essa ai. Gritei mesmo, mas bem grosso, que nem papai ensinou. Demos uma aliviada indo em uma antiga, da minha idade (1976), porém reformada, claro, a “REVOLUTION” a primeira montanha russa com looping do mundo. Legal, sussa, mas você vai solto, sai com a orelha zoada de tanto tapa da proteção, mas vale um passeio histórico. Ai, fomos na saidera a tal da “X2”. O carrinho não existe é o mesmo princípio da do dragão, você fica solto como um pendulo. Você começa deitado, quer dizer pegando a subida deitado!!! Ao som de “Enter Sandman” e de repente você está em queda livre de pé, fazendo looping de cabeça pra baixo e vira de pé e assim por diante. Ela bate um pouco a cabeça, mas a sensação é espetacular. Pela primeira vez na minha vida tive a sensação de dar um “McTwist”. A manobra de skate, que mais me impressionou na época de criança. Gostei muito dessa, talvez pelo fato dela forçar sensações de esportes radicais.

Muitos devem estar falando: “Nossa, o Marquinhos mudou, que coragem!”. Que nada gente, sou o mesmo. A espera na fila me matava. Fiquei verde, azul, amarelo. Quando fico nervoso, minha válvula de escape é começar a bocejar. Nunca bocejei tanto na minha vida! As filas estavam pequenas, alguns esperamos mais de meia hora, mas no verão a espera dos brinquedos deve ser o triplo ou mais, pois tinha brinquedos que tinham aqueles ferros que ficam dando voltas infinitas na fila e nós passamos direto em vários. Teve montanha que entramos e sentamos no carrinho. Não sou fã de montanha russa e continuo não sendo, porém quando saio do brinquedo saio delirando. Doido isso. Mas pra quem gosta, junta dinheiro e vem. Sério.

Se eu tiver filhos faço questão que ele curta montanhas que nem a mãe, o pai vai ficar fazendo imagens de baixo dizendo: “Já fui em 7 no Six Flags meu filho(a)” Terminamos o dia almoçando as 7 da noite no Arbys. Poutz, que saudade. Sanduíche de rosbife, com batata curly. Guerra valeu a dica, Anailson hoje o dia que tivemos, você precisa ter na sua vida. O Parque ta cheio de lembraças dos heróis da Liga da Justiça e Arbys velho, Arbys.


Comments da Cris:
Que Universal, que Disney, que nada... parque incrível mesmo é o Six Flags!!!
I LOVE ROLLER COASTERS!!!!! Aaaaaaaaahhhhh Uhhhhhhhhh Yeahhhhh
Dá uma conferida no site, pra entender melhor como são as thrill rides de lá: http://www.sixflags.com/magicMountain/rides/ThrillRides.aspx

Entrada no Six Flags – US$34,99 por pessoa

Dica útil:
1- pra esse parque vale comprar pelo site. Na portaria custa US$ 59,99.
2- venha no inverno, que as filas são bem pequenas ou inexistentes!

TODAS AS FOTOS DO DIA NO
http://picasaweb.google.com/cristianeebmoraes/Dia13SixFlagsMagicMountainLosAngeles